28 de fev. de 2011

1º Café Filosófico dos docentes e funcionários do IFPB


Parabéns ao mediador.

O Café Filosófico, tivemos êxito no objetivo. Isto é, instalamos um espaço de área livre para a cultura do diálogo, do pensamento filosófico, da pura cultura do pensar.



Iniciou com uma breve exposição pelo Professor Eraldo Galindo, sobre a trajetória de vida e a formação intelectual do filósofo Nietzsche, seguida de debate.



Terminamos as 18h, mas o debate não se encerrou, houve questões que não podem ser respondidas e nem finalizadas, ficaram em aberto para o próximo encontro.








Agradecemos ao mediador e participantes que deram o brilho ao primeiro encontro do “Café Filosófico” dos docentes e funcionários do IFPB, campus Monteiro.
A Comissão

25 de fev. de 2011

Nietzsche, o mestre da suspeita e a transmutação dos valores

O que? Café Filosófico
Formato? Mesa Redonda
Quando? Dia 28/02/2011 (segunda-feira) às 16:30 hrs.
Onde? IFPB Monteiro
Tema: Nietzsche, o mestre da suspeita e a transmutação
            dos valores
Público-Alvo: Docentes do IFPB e outros
Mediador: Prof. Eraldo Galindo Silva

24 de fev. de 2011

Fotos do 1º "café filosófico" dos Alunos do Integrado

O tema abordado foi Pais e Filhos, música de Renato Russo. Fizemos uma breve leitura sobre o artista e sua vida, em seguida cantamos com a turma (sanfona e violão) a música. Depois as alunas Aldry e Michelle, mediadoras do “café filosófico” do Integrado, abriu a discussão nos pontos fundamentais da música, como por exemplo: relação pais e filhos, melodia da música, homossexualidade, conflitos, drogas, solidão, suicídio. 










Encerramos o "café filosófico" com o apoio dos alunos de música do IFPB, campus Monteiro, na Sanfona e Violão.

19 de fev. de 2011

Projeto “café  filosófico”


Turma: Música e 2º ano de Informática

Local: Sala de aula
Dia: 23/02/2011 – Quarta feira
Horário: 07:50 horas da Manhã
Mediador: Professor Herculano






ü     Espaço de reflexões
ü     Diálogos filosóficos

@ Aqui se elabora conceitos
@ Combate pré-conceitos.

Apoio: NUPIL - Núcleo Permanente de Incentivo a Leitura.

14 de fev. de 2011

QUANDO NIETZSCHE CHOROU



QUANDO NIETZSCHE CHOROU
Este é o título de um magistral livro do escritor e psicanalista Irvin Yalom. Em forma romanceada, o autor constrói um painel fictício onde se fazem presentes o médico Josef Breuer (um dos iniciadores da psicoterapia), o filósofo Friedrich Nietzsche e, secundariamente, o “pai” da psicanálise, Sigmund Freud. Uma obra instigante, brilhante em sua concepção como “romance de idéias”, a exemplo do já decantado livro “O Mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder.


      






                              
Friedrich  Nietzsche                                                      





         Josef  Breuer                                                                                 


Nietzsche e Breuer jamais se encontraram no plano real da vida. O romance de Yalom descreve um processo de psicoterapia fictícia, com os seguintes elementos: Nietzsche encontra-se doente (enxaqueca, distúrbios orgânicos, alucinações, decepção amorosa); procura Breuer para se tratar de seus males físicos. Breuer, médico rico e famoso, também sofre de males, só que de ordem emocional: angústia existencial por não encontrar um sentido superior na vida, desencanto religioso, cotidiano monótono e exasperador, falta de novas metas profissionais depois do sucesso obtido em sua carreira...
No “mundo real”, Breuer, médico reconhecido por sua competência de diagnose clínica em toda a Europa, foi amigo pessoal do jovem Freud e um dos precursores da psicanálise. Nietzsche, por seu turno, preocupava-se com a auto-compreensão do ser humano, sua possibilidade de superação constante a partir da potência pessoal e da vontade de poder. Dois homens acima da média comum das pessoas, singulares em suas realizações individuais e profissionais. Breuer, pelo emprego do método da “cura pela conversa” oferece o suporte da psicanálise, logo depois sistematizada por Freud. Nietzsche, pela originalidade e força questionadora da sua filosofia, implode as certezas científicas e o conformismo intelectual da modernidade, tornando-se, ao lado de Darwin, Marx e Freud, um mestre da dúvida.
Dois homens cultos, intelectualmente refinados, mergulhados em desespero existencial... Dois homens à procura de respostas para uma vida que parece ir, celeremente, despojando-se de qualquer significado que a justifique... Dois homens abarrotados de interrogações sobre a vida e a morte... Dois homens que, não obstante serem profundos conhecedores da ciência e  da filosofia, não têm certeza de nada; por isso, caminham sob a lâmina cortante da dúvida permanente... Dois homens feitos barcos à deriva num vasto oceano, sem perspectiva de porto seguro... Dois homens, cada um a seu modo, em busca de si mesmos.
Dentre os méritos da obra, destaca-se o cuidado do autor em propor diálogos que teriam sido possíveis entre Nietzsche e Breuer, Breuer e Freud, a partir da investigação competente e minuciosa das suas formas de pensar e agir, dos seus comportamentos e modos de vida, no contexto da sociedade austríaca de Viena no século XIX. Yalom usa o recurso da aplicação de enxertos de cartas que realmente foram trocadas entre algumas pessoas, como o compositor clássico Richard Wagner e a escritora e psicanalista russa Lou Salomé, por quem Nietzsche se apaixonou e jamais foi correspondido.
O livro proporciona uma introdução do leitor a um conhecimento básico das premissas intelectuais que deram origem à psicanálise. Serve ainda de porta de entrada ao poderoso, original e polêmico pensamento filosófico de Nietzsche, o pensador solitário e ateu, filósofo da dúvida existencial e da incerteza das coisas.
Temas variados desfilam elegantemente pelo texto de Yalom: angústia, desespero, incertezas, alegrias fugazes, velhice, deterioração física, amores e desamores, buscas incessantes, fracassos diários, esperança e derrota, medo, morte, falta de transcendência da vida, crise de fé... São temas que tecem as malhas da vida, revelando o humano em sua crueza e nudez profunda; temas dos quais ninguém, quer consciente ou inconscientemente, jamais escapa; temas inapeláveis no curso da vida histórica de homens e mulheres, em qualquer época e lugar.  
Escutemos a voz do próprio Nietzsche: “Preocupações profundas com a finitude, com a “morte” de Deus, com o isolamento, com o propósito da vida, com a liberdade... Essas (questões) demandam ser ouvidas. Não apenas ouvidas, mas vividas”.  
                                                                                  
NB: Publicado originalmente no Jornal de Arcoverde.